CAÍ NO GOLPE DO PIX:
O QUE FAZER NAS PRIMEIRAS 2 HORAS
Se você acabou de perceber que caiu em um golpe envolvendo Pix, os próximos minutos contam. Veja um roteiro prático, organizado por etapa, com o que costuma ser recomendado logo depois da fraude — do contato com o banco até a preservação das provas.
POR QUE OS PRIMEIROS MINUTOS IMPORTAM
No golpe do Pix, o dinheiro costuma sair da conta da vítima e passar rapidamente por outras contas, muitas vezes chamadas de "contas laranja", até ser sacado ou convertido. Por isso, o tempo entre a fraude e o primeiro contato com o banco tende a influenciar diretamente a chance de o valor ainda estar disponível quando algum bloqueio for solicitado.
Este guia reúne um roteiro prático para as primeiras horas. Ele não substitui uma análise jurídica do caso concreto — para entender como a Justiça vem tratando a responsabilidade das instituições financeiras em casos de golpe do Pix e de outras fraudes digitais, veja o guia completo sobre golpe do Pix.
O QUE FAZER, PASSO A PASSO
Não existe um prazo legal fixo de "2 horas" — a ideia é organizar, na ordem certa, os passos que costumam ser recomendados logo após perceber a fraude.
Contate o banco pelo canal oficial
- Ligue para a central telefônica oficial do seu banco ou abra o próprio aplicativo — nunca clique em links recebidos por mensagem ou e-mail.
- Peça, formalmente, o acionamento do MED (Mecanismo Especial de Devolução), previsto na Resolução BCB nº 6/2023.
- Informe com precisão o horário, o valor e a chave Pix usada na transação.
Registre o Boletim de Ocorrência
- Na maioria dos estados, o B.O. pode ser feito online, pelo site da Polícia Civil, sem necessidade de comparecer à delegacia.
- Detalhe data, hora, valor, a chave Pix utilizada e a forma como o golpe ocorreu, com o máximo de detalhes possível.
- Guarde o número do protocolo — ele costuma ser solicitado tanto pelo banco quanto, depois, por um advogado.
Reúna e preserve todas as provas
- Prints das conversas com o golpista, o comprovante da transação e o número do MED protocolado junto ao banco.
- Registre qualquer contato posterior do golpista, mesmo que pareça uma tentativa de negociação ou ameaça.
- Evite apagar conversas ou notificações, mesmo as que parecerem irrelevantes no início.
Formalize a reclamação por escrito
- Abra um protocolo formal junto à instituição financeira, por escrito (aplicativo, ouvidoria ou e-mail), pedindo posicionamento sobre o MED.
- Pergunte também, expressamente, sobre eventual falha de segurança do próprio sistema bancário na transação.
- Guarde o número do protocolo e o prazo de resposta informado pelo banco.
Avalie a medida judicial
- O banco tem prazo regulamentar para analisar o pedido de MED — a devolução não é automática nem garantida.
- Se a instituição negar responsabilidade ou o MED não recuperar o valor, pode ser necessário avaliar uma ação judicial, especialmente em casos de falha de segurança da própria instituição.
- A análise dessa possibilidade depende diretamente da documentação reunida nos passos anteriores.
📖 Quer entender se o banco pode ser responsabilizado?
Este roteiro cobre apenas os primeiros passos práticos. No guia completo sobre golpe do Pix, explicamos quando a Justiça já reconhece o dever de devolução por parte dos bancos, quais provas costumam pesar na análise do caso e como funciona, na prática, o processo com o Dr. Lucas Semim.
LER O GUIA COMPLETO →PERGUNTAS FREQUENTES
Respondidas pelo Dr. Lucas Semim sobre os primeiros passos após o golpe do Pix
JÁ SEGUIU OS PRIMEIROS PASSOS?
Envie o que você já tem — protocolo do MED, boletim de ocorrência, comprovantes — para uma análise gratuita e sigilosa com o Dr. Lucas Semim, OAB/MG 222.539.