JUROS ABUSIVOS NO EMPRÉSTIMO:
COMO IDENTIFICAR
Não existe um percentual fixo que defina, por si só, um juro abusivo no Brasil. Mas existem sinais no seu próprio contrato que ajudam a entender se vale a pena levar o caso para análise. Veja os principais.
POR QUE NÃO HÁ UM TETO FIXO DE JUROS
A Súmula 596 do STF estabelece que a Lei da Usura (Decreto 22.626/1933), que limitaria os juros a 12% ao ano, não se aplica às operações de instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional. Por isso, taxas de dois dígitos ao mês, em certas modalidades de crédito, não são necessariamente irregulares.
Isso não quer dizer, porém, que qualquer taxa seja válida. A abusividade pode ser reconhecida quando a taxa cobrada se afasta, de forma significativa e sem justificativa, da taxa média de mercado divulgada periodicamente pelo Banco Central para a mesma modalidade de crédito. O ponto de partida é sempre o seu contrato — e alguns sinais ajudam a identificar se há algo para analisar. Cada caso exige avaliação individual, sem garantia de resultado.
5 SINAIS PARA OLHAR NO SEU CONTRATO
Pegue o contrato de empréstimo, financiamento ou cartão e confira se algum desses pontos aparece.
A taxa de juros contratada parece bem mais alta do que a taxa média divulgada pelo Banco Central para a mesma modalidade de crédito, sem nenhuma explicação aparente para a diferença.
Você não recebeu, antes de assinar, uma informação clara sobre o Custo Efetivo Total (CET) — o percentual que reúne juros, tarifas, seguros e demais encargos da operação.
O contrato cobra tarifas como "abertura de crédito" ou "emissão de carnê" (ou nomes parecidos para a mesma cobrança) sem explicação, especialmente se foi firmado nos últimos anos.
Existe um seguro ou produto adicional embutido no valor financiado que você não recorda de ter pedido ou de ter sido explicado com clareza.
Uma renegociação de dívida feita no banco resultou em um saldo devedor maior do que o esperado, sem uma planilha clara mostrando como esse valor foi calculado.
O QUE FAZER A PARTIR DE AGORA
Identificou algum dos sinais acima? Estes são os primeiros passos recomendados.
Reúna o contrato completo
Junte o contrato assinado, a planilha de cálculo (CET) e os extratos com o histórico de cobranças e eventuais renegociações.
Compare com a taxa média do Bacen
O Banco Central divulga, por modalidade de crédito, as taxas médias praticadas pelo mercado — um primeiro parâmetro de comparação com a sua taxa contratada.
Busque orientação jurídica
Um advogado pode analisar o contrato e os cálculos para verificar se há fundamento para uma ação revisional no seu caso específico.
📖 Já identificou um sinal de abuso?
Este guia rápido cobre apenas os sinais de alerta. No guia completo sobre direito bancário e juros, explicamos como funciona a ação revisional, a simulação de abusividade e como funciona, na prática, a análise do caso com o Dr. Lucas Semim. Veja também o guia sobre como a taxa média do Bacen pode reduzir uma dívida já reconhecida como abusiva.
LER O GUIA COMPLETO →PERGUNTAS FREQUENTES
Respondidas pelo Dr. Lucas Semim sobre juros abusivos em contratos bancários
ENCONTROU ALGUM DESSES SINAIS NO SEU CONTRATO?
Envie o contrato para uma análise inicial e sigilosa com o Dr. Lucas Semim, OAB/MG 222.539. Cada caso é avaliado individualmente, sem garantia de resultado.